CONCEITO

O que podem fazer doze instagramers por Viana do Castelo? Podem injectar uma dinâmica criativa numa cidade que vale ouro. Podem fazer o que melhor fazem: fotografar o meio que os rodeia, partilhando-o no Instagram, num universo de mais de 800 mil seguidores — com todo o prazer. Podem criar um efeito bola de neve, transformando Viana, uma cidade que vive do Verão, num destino apetecível no Inverno, a estação tradicionalmente menos atractiva para turistas e visitantes. O superpoder destes influenciadores? Usar as suas valências para criar água na boca. Em qualquer estação do ano.

Durante três dias vamos criar um vasto portfólio de imagens, conduzindo os nossos convidados através de um itinerário que valoriza o património histórico, cultural, paisagístico, gastronómico, etnográfico e humano do concelho. A diferença é que tudo será fotografado de doze formas distintas, doze olhares singulares e, garantimos, especiais. Somos fãs de Viana na sua versão gorro e cachecol e por isso queremos que a cidade se revele com as praias longas e frias, os desportos que pedem vento forte, a arquitectura firme, a gastronomia caseira e confortável, as ruelas históricas, o serpentear do rio e os trilhos das suas serras. Vamos fotografar os postais ilustrados. Vamos criar novos postais ilustrados, Vamos desconstruir os símbolos que todos reconhecem como vianenses. Sonhamos com os cabeçudos e os gigantones no palco de um teatro? Com o fotógrafo a la minute com outro fundo? Com um rancho folclórico a passear numa praia infinita? Seja feita a nossa vontade.Vamos levar a Viana provavelmente os mais relevantes IGers da cena portuguesa. São três dias que irão prolongar-se no tempo. Vamos partilhar Viana. Vamos gostar de Viana.

INSTAGRAMERS

@locarl

"A aventura não está fora do homem, está dentro". A romancista George Eliot escreveu-o no século XIX. Calle sente-o sempre que sai para fotografar o pulsar da Terra, para controlar os elementos, para se fundir com a folhagem, dominar o fogo ou se dissolver no reflexo de um lago. "O tempo é o inimigo". O fotógrafo sueco combate-o, perpetuando contrastes dramáticos e encontros imediatos.

@teresacfreitas

As fotos dela são uma caixa de música — de corda, com uma melodia que entra na nossa cabeça e acciona mecanismos que desconhecíamos. São surpresas boas. Para esta fotógrafa — para nós —, a criatividade é um vestido vermelho florido e o nosso muro preferido. As suas fotos são rimas, matérias-primas, metáforas e um jogo entre o visível e o invisível. São montes e vales, realidades invertidas, pétalas e praias infinitas.

@joao.bernardino

Um cargueiro atracado e uma pilha periclitante de contentores. Uma embarcação em faina de pesca à deriva. A conta dele cresce como uma partida de Jenga, uma estrutura cada vez maior e movimentos cada vez mais arriscados à medida que o jogo progride. O risco faz parte das fotografias de João Bernardino, designer e fundador do estúdio Antsmedia, com projectos de comunicação para inúmeras organizações. tem desenvolvido nos últimos anos diversos projectos de marketing digital, onde se destaca o projecto Xplatform para a Fujifilm.

@kitato

Cá fora chama-se Luís Octávio Costa. Nasceu em Viana do Castelo há 42 anos. É jornalista do Público desde 1997, fundador do P3 e actualmente explora o mundo ao serviço da Fugas. Lá dentro, no Instagram, onde vive desde 2011, assina @kitato e gosta de virar o mundo do avesso — ou será que o mundo já é mesmo assim? Em Abril de 2015 foi escolhido pelo Huffington Post como um dos dez mais criativos instagramers do mundo.

@alexcoelholima

O cinema italiano vive nas fotografias de Alexandre Coelho Lima, arquitecto que passou muitas horas da sua vida a olhar para a RTP2 e para os filmes projectados no Cineclube de Guimarães. Facilmente reconhecemos nas suas fotografias cenas de "E La Nave Va" (Federico Fellini), "Viaggio in Italia" (Roberto Rossellini) ou "Una Giornata Particolare" (Ettore Scola). A sua fotografia não é pensada — é instintiva. Claquete!

@_jessica_reis_

O branco da areia, o azul oceânico e o verde do planeta que explora. Percorrer a conta de Instagram de Jessica Reis é baloiçar em Santorini, sobrevoar os Picos da Europa, mergulhar na Lagoa do Fogo, trepar com ela às escarpas da costa portuguesa e relaxar numa rede. As fotos dela são acepipes, pequenas iguarias servidas antes do prato principal. Guardamo-las — para mais tarde viajar.

@martanferreira

Ter uma vida minimalista não é ter menos do que se precisa. É ter o suficiente. Minimalismo é liberdade, é viver uma vida ampla, é uma linha preta, o útil que foi separado do acessório. Nada é permanente? As fotos da Marta são. Tratam-nos por tu. Escondem arquitectura, sombras de um parque infantil. Por onde passa, a designer deixa um rasto de migalhas, que também somos nós: pequenos e minimais.

@diogolage

Uma receita com o tempo certo. "Olhar e saber esperar", como nos ensina Sebastião Salgado. "A essência muitas vezes está nas curvas, nas voltas que damos, não na linha recta". Insistimos. É preciso saber experimentar o prazer de esperar. Diogo é um caçador, paciente. Vive a espera. Sai disfarçado contra o vento, a favor da neblina. Entende-se no mundo acelerador de partículas porque vive o passado, aproveita os momentos da sua história, sabe recordar. A sua fotografia — o espaço e as formas que ocupam — acompanham a realidade de um tempo e congelam-na. É um dos mapas obrigatórios para os que querem conhecer o lado B do Porto ou de outra cidade qualquer.

@mctoro_o

"Myself with my double shadow". Em Abril de 2012, Maria Cuesta foi caminhar na praia. 770 fotografias depois, voltou a caminhar na praia. A espanhola registou os dois momentos — o primeiro e o último — da mesma forma realista, como um movimento artístico, transversal às suas 770 fotografias. São as suas construções de areia, os castelos que a maré desgasta. Fotografias sem tumulto, sempre que a natureza traça uma linha. A casa de Maria é onde ela está. Numa ilha tropical, em Marte ou na Via Láctea.

@marchi3003

Alguém disse que às vezes a realidade é tão bonita que não merece ser tocada. Marcelo, natural de Bueu, na Galiza, não precisa de dias espectaculares, modelos de luxo ou eclipses para as suas fotografias serem delicadas. De Vigo às Ilhas Cíes, de Cabo Home à Ilha de São Simão. As fotografias que capta, cenas marinhas, são especiais para ele — um regresso a o seu passado.

@jpaulopimenta

Cultura, Mundo, Política, Sociedade, Desporto. A carreira de Paulo Pimenta faz-se diariamente no jornal Público. Mas o fotojornalista compulsivo precisa de palcos onde possa contemplar a realidade à sua maneira — com alma e coração, com explosões de energia, ondas de rock, poesia, curvas e altos voos. Há cerca de duas mil fotografias que o Instagram é o seu álbum de memórias.

@_bornfreee_

Um apaixonado explorador da diversidade do mundo. Jornalista da Agência Lusa desde 1993, Rui Barbosa Batista chega a um país e respira através dele. Com mais de 100 países em todos os continentes no seu passaporte, este blogger parece ter descoberto o segredo das botas de sete léguas — o Instagram é apenas mais um atalho. Criou o projecto BornFreee, com o qual leva muitos portugueses a conhecer o planeta. À sua maneira — com paixão.

INSTAGRAMERS

@locarl

"A aventura não está fora do homem, está dentro". A romancista George Eliot escreveu-o no século XIX. Calle sente-o sempre que sai para fotografar o pulsar da Terra, para controlar os elementos, para se fundir com a folhagem, dominar o fogo ou se dissolver no reflexo de um lago. "O tempo é o inimigo". O fotógrafo sueco combate-o, perpetuando contrastes dramáticos e encontros imediatos.

@teresacfreitas

As fotos dela são uma caixa de música — de corda, com uma melodia que entra na nossa cabeça e acciona mecanismos que desconhecíamos. São surpresas boas. Para esta fotógrafa — para nós —, a criatividade é um vestido vermelho florido e o nosso muro preferido. As suas fotos são rimas, matérias-primas, metáforas e um jogo entre o visível e o invisível. São montes e vales, realidades invertidas, pétalas e praias infinitas.

@joao.bernardino

Um cargueiro atracado e uma pilha periclitante de contentores. Uma embarcação em faina de pesca à deriva. A conta dele cresce como uma partida de Jenga, uma estrutura cada vez maior e movimentos cada vez mais arriscados à medida que o jogo progride. O risco faz parte das fotografias de João Bernardino, designer e fundador do estúdio Antsmedia, com projectos de comunicação para inúmeras organizações. tem desenvolvido nos últimos anos diversos projectos de marketing digital, onde se destaca o projecto Xplatform para a Fujifilm.

@kitato

Cá fora chama-se Luís Octávio Costa. Nasceu em Viana do Castelo há 42 anos. É jornalista do Público desde 1997, fundador do P3 e actualmente explora o mundo ao serviço da Fugas. Lá dentro, no Instagram, onde vive desde 2011, assina @kitato e gosta de virar o mundo do avesso — ou será que o mundo já é mesmo assim? Em Abril de 2015 foi escolhido pelo Huffington Post como um dos dez mais criativos instagramers do mundo.

@alexcoelholima

O cinema italiano vive nas fotografias de Alexandre Coelho Lima, arquitecto que passou muitas horas da sua vida a olhar para a RTP2 e para os filmes projectados no Cineclube de Guimarães. Facilmente reconhecemos nas suas fotografias cenas de "E La Nave Va" (Federico Fellini), "Viaggio in Italia" (Roberto Rossellini) ou "Una Giornata Particolare" (Ettore Scola). A sua fotografia não é pensada — é instintiva. Claquete!

@_jessica_reis_

O branco da areia, o azul oceânico e o verde do planeta que explora. Percorrer a conta de Instagram de Jessica Reis é baloiçar em Santorini, sobrevoar os Picos da Europa, mergulhar na Lagoa do Fogo, trepar com ela às escarpas da costa portuguesa e relaxar numa rede. As fotos dela são acepipes, pequenas iguarias servidas antes do prato principal. Guardamo-las — para mais tarde viajar.

@martanferreira

Ter uma vida minimalista não é ter menos do que se precisa. É ter o suficiente. Minimalismo é liberdade, é viver uma vida ampla, é uma linha preta, o útil que foi separado do acessório. Nada é permanente? As fotos da Marta são. Tratam-nos por tu. Escondem arquitectura, sombras de um parque infantil. Por onde passa, a designer deixa um rasto de migalhas, que também somos nós: pequenos e minimais.

@diogolage

Uma receita com o tempo certo. "Olhar e saber esperar", como nos ensina Sebastião Salgado. "A essência muitas vezes está nas curvas, nas voltas que damos, não na linha recta". Insistimos. É preciso saber experimentar o prazer de esperar. Diogo é um caçador, paciente. Vive a espera. Sai disfarçado contra o vento, a favor da neblina. Entende-se no mundo acelerador de partículas porque vive o passado, aproveita os momentos da sua história, sabe recordar. A sua fotografia — o espaço e as formas que ocupam — acompanham a realidade de um tempo e congelam-na. É um dos mapas obrigatórios para os que querem conhecer o lado B do Porto ou de outra cidade qualquer.

@mctoro_o

"Myself with my double shadow". Em Abril de 2012, Maria Cuesta foi caminhar na praia. 770 fotografias depois, voltou a caminhar na praia. A espanhola registou os dois momentos — o primeiro e o último — da mesma forma realista, como um movimento artístico, transversal às suas 770 fotografias. São as suas construções de areia, os castelos que a maré desgasta. Fotografias sem tumulto, sempre que a natureza traça uma linha. A casa de Maria é onde ela está. Numa ilha tropical, em Marte ou na Via Láctea.

@marchi3003

Alguém disse que às vezes a realidade é tão bonita que não merece ser tocada. Marcelo, natural de Bueu, na Galiza, não precisa de dias espectaculares, modelos de luxo ou eclipses para as suas fotografias serem delicadas. De Vigo às Ilhas Cíes, de Cabo Home à Ilha de São Simão. As fotografias que capta, cenas marinhas, são especiais para ele — um regresso a o seu passado.

@jpaulopimenta

Cultura, Mundo, Política, Sociedade, Desporto. A carreira de Paulo Pimenta faz-se diariamente no jornal Público. Mas o fotojornalista compulsivo precisa de palcos onde possa contemplar a realidade à sua maneira — com alma e coração, com explosões de energia, ondas de rock, poesia, curvas e altos voos. Há cerca de duas mil fotografias que o Instagram é o seu álbum de memórias.

@bornfreee_

Um apaixonado explorador da diversidade do mundo. Jornalista da Agência Lusa desde 1993, Rui Barbosa Batista chega a um país e respira através dele. Com mais de 100 países em todos os continentes no seu passaporte, este blogger parece ter descoberto o segredo das botas de sete léguas — o Instagram é apenas mais um atalho. Criou o projecto BornFreee, com o qual leva muitos portugueses a conhecer o planeta. À sua maneira — com paixão.

PROGRAMA

Três dias em Viana. Na praia e no rio, na serra e na cidade. Faça chuva ou faça sol — de preferência com uma fotogénica neblina matinal.

Para merecer um coração, Viana do Castelo não precisa de Agosto, de leques de fogo-de-artifício, de romarias ou de pele bronzeada. A cidade minhota tem um oceano temperamental, um rio cheio de memórias, uma praia que é um estúdio fotográfico, serras hipnotizantes, um centro histórico que cresceu em harmonia, um monte de tradições e — ufa — uma gastronomia que serve de pretexto para repetirmos "havemos de ir a Viana".

COSTA

Vai para além dos encantos da Procissão ao Mar, das ruas de pescadores enfeitadas com flores e das epopeias do Gil Eanes. É mais do que os petiscos, os ouriços e os percebes. São quilómetros de praias que, na preia-mar e em dia de neblina invernosa, se transformam em estúdios de fotografia. São voos rasantes de kitesurf e palcos únicos para muitas aventuras radicais.

CULTURA POPULAR

Agosto doze vezes por ano. Faça chuva ou faça sol. Queremos as tradições do nosso lado — desta vez ao nosso ritmo. Queremos resgatar os gigantones e os cabeçudos — e dar-lhes outros palco —, reinventar os cartazes das festas e romarias, promover sessões fotográficas com noivas, mordomos e lavradeiras fora do sítio, reinterpretar as fotografias a la minute. A tradição ainda é o que era. Gostamos disso.

ESPAÇO URBANO

Quem não tem uma fotografia a la minute — quem nunca se sentou no cavalinho de brincar do senhor Manuel — não sabe o que é Viana. Mas os tempos mudaram e também a forma de partilhar as imagens da cidade do Santuário de Santa Luzia, da Ponte Eiffel, das ruelas do centro histórico e da arquitectura contemporânea. O instante é hoje mais imediato. Chama-se Instagram.

GASTRONOMIA

Não somos chefs, somos bons garfos — e somos peritos a empratar nos stories do Instagram. Mexilhões ou polvo na brasa, bacalhau ou robalo cozido com algas, cabrito ou lampreia, arroz doce, manjericos, aletria e bolas do Natário. À nossa mesa, a gastronomia ganha vida e uns milhares de novos clientes.